sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Demonstrativos sobre a realidade Estadual e Municipal em torno da questão de gênero

O que faz um conselheiro?

Os Conselheiros que representam o Governo devem ter conhecimento de sua área de atuação e autonomia para a tomada de decisões.  Aqueles que representam a sociedade civil devem manter-se sintonizados com as demais organizações sociais (por intermédio de encontros, reuniões, estudos, assembléias etc.), para que sua representatividade seja real e esteja atualizada com os anseios e necessidades da população, tendo a capacidade de propor soluções e tomar decisões frente aos problemas apresentados ao Conselho. Ambos devem velar por um intercâmbio de informações que visem à construção de uma política de “atenção” construída com base em suas necessidades e prioridades.

Vejamos o que o estado do espírito Santo já fez para enfrentar a violência contra a mulher

No dia 17/12/2009, o Estado do Espírito Santo aderiu ao Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Governo Federal. O termo de compromisso foi assinado entre a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), e o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung.
O Pacto é uma iniciativa do Governo Federal voltado para o desenvolvimento de um conjunto de ações em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Até 2011 foram aplicados R$ 1 bilhão em quatro eixos estruturantes: consolidação da Política de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e implementação da Lei Maria da Penha; promoção dos Direitos Sexuais e Reprodutivos das Mulheres; combate à Exploração Sexual de Meninas e Adolescentes e ao Tráfico de Mulheres; promoção dos Direitos Humanos das Mulheres em Situação de Prisão.


Um pouco da história sobre os direitos da mulher

O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) foi criado em 1985, vinculado ao Ministério da Justiça, para promover políticas que visassem eliminar a discriminação contra a mulher e assegurar sua participação nas atividades políticas, econômicas e culturais do país.

            De 1985 a 2010, teve suas funções e atribuições bastante alteradas. Em 2003, passou a integrar a estrutura da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República, contando em sua composição com representantes da sociedade civil e do governo, o que amplia o processo de controle social sobre as políticas públicas para as mulheres.

            É também atribuição do CNDM apoiar a Secretaria na articulação com instituições da administração pública federal e com a sociedade civil. 

Dados do IBGE 2010 referente à Bom Jesus do Norte

DESCRIÇÃO
VALOR
UNIDADE
População residente
9476
pessoas
População residente urbana
8699
pessoas
População residente rural
777
pessoas
Homens
4584
homens
Homens na área urbana
4158
homens
Homens na área rural
426
homens
Mulheres
4892
mulheres
Mulheres na área urbana
4541
mulheres
Mulheres na área rural
351
mulheres
O que faz um conselheiro?

Os Conselheiros que representam o Governo devem ter conhecimento de sua área de atuação e autonomia para a tomada de decisões.  Aqueles que representam a sociedade civil devem manter-se sintonizados com as demais organizações sociais (por intermédio de encontros, reuniões, estudos, assembléias etc.), para que sua representatividade seja real e esteja atualizada com os anseios e necessidades da população, tendo a capacidade de propor soluções e tomar decisões frente aos problemas apresentados ao Conselho. Ambos devem velar por um intercâmbio de informações que visem à construção de uma política de “atenção” construída com base em suas necessidades e prioridades.
Vejamos o que o estado do espírito Santo já fez para enfrentar a violência contra a mulher
No dia 17/12/2009, o Estado do Espírito Santo aderiu ao Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Governo Federal. O termo de compromisso foi assinado entre a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), e o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung.
O Pacto é uma iniciativa do Governo Federal voltado para o desenvolvimento de um conjunto de ações em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Até 2011 foram aplicados R$ 1 bilhão em quatro eixos estruturantes: consolidação da Política de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e implementação da Lei Maria da Penha; promoção dos Direitos Sexuais e Reprodutivos das Mulheres; combate à Exploração Sexual de Meninas e Adolescentes e ao Tráfico de Mulheres; promoção dos Direitos Humanos das Mulheres em Situação de Prisão.

Um pouco da história referentes aos direitos da mulher
O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) foi criado em 1985, vinculado ao Ministério da Justiça, para promover políticas que visassem eliminar a discriminação contra a mulher e assegurar sua participação nas atividades políticas, econômicas e culturais do país.

            De 1985 a 2010, teve suas funções e atribuições bastante alteradas. Em 2003, passou a integrar a estrutura da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República, contando em sua composição com representantes da sociedade civil e do governo, o que amplia o processo de controle social sobre as políticas públicas para as mulheres.

            É também atribuição do CNDM apoiar a Secretaria na articulação com instituições da administração pública federal e com a sociedade civil. 

Dados do IBGE 2010 REFERENTE à Bom Jesus do Norte
DESCRIÇÃO
VALOR
UNIDADE
População residente
9476
pessoas
População residente urbana
8699
pessoas
População residente rural
777
pessoas
Homens
4584
homens
Homens na área urbana
4158
homens
Homens na área rural
426
homens
Mulheres
4892
mulheres
Mulheres na área urbana
4541
mulheres
Mulheres na área rural
351
mulheres


Composição  da população feminina em Bom Jesus do Norte:

Mulheres de menos de 1 ano de idade: 55 mulheres
Mulheres de 1 a 4 anos de idade: 241 mulheres
Mulheres de 5 a 9 anos de idade: 318 mulheres
Mulheres de 10 a 14 anos de idade: 380 mulheres
Mulheres de 15 a 19 anos de idade: 368 mulheres
Mulheres de 20 a 24 anos de idade: 423 mulheres
Mulheres de 25 a 29 anos de idade: 419 mulheres
Mulheres de 30 a 34 anos de idade: 381 mulheres
Mulheres de 35 a 39 anos de idade: 350 mulheres
Mulheres de 40 a 44 anos de idade: 342 mulheres
Mulheres de 45 a 49 anos de idade: 294 mulheres
Mulheres de 50 a 54 anos de idade: 330 mulheres
Mulheres de 55 a 59 anos de idade: 275 mulheres
Mulheres de 60 a 64 anos de idade: 178 mulheres
Mulheres de 65 a 69 anos de idade: 154 mulheres
Mulheres de 70 a 74 anos de idade: 142 mulheres
Mulheres de 75 a 79 anos de idade: 104 mulheres
Mulheres de 80 a 84 anos de idade: 81 mulheres
Mulheres de 85 a 89 anos de idade: 40 mulheres
Mulheres de 90 a 94 anos de idade: 12 mulheres
Mulheres de 95 a 99 anos de idade: 2 mulheres
Mulheres de 100 anos ou mais de idade: 3 mulheres

Foi realizada uma entrevista com 282 mulheres na idade entre 20 a 59 anos na cidade de bom Jesus do norte e constatamos que a cada 100 mulheres apenas 15 trabalham fora e destas apenas 3 tem carteira assinada e 2 recebem acima de 2 salários minimos. O que mostra uma precarização em politicas públicas voltada para mulheres, podemos constatar a dificuldade que a mulher tem em conseguir um emprego, isto é devido a vários fatores tais como: baixa escolarização, preconceito e violência doméstica, este ultimo é devido a cultura machista que “reina” no município. A maioria das mulheres trabalham como empregadas domésticas, seguido de atendente de loja, cabeleireira,  manicure,  costureira e professora.
Apesar do nosso Municipio se destacar com algumas mulheres no poder como: Promotora de justiça, 01 (uma) vereadora, 01 (uma) juiza de direito, funções consideradas masculinas, pouco se faz para mudar o quadro geral da maioria das mulheres em relação ao emprego e conseguentemente um lugar na sociedade.

Vejamos a seguir quais os conselhos que existem em Bom Jesus do Norte e quais funcionam:
Nome dos conselhos de direito
Data de criação/ lei
Quanto ao seu funcionamento
Conselho municipal da juventude
14/11/01 lei 037/01
Não funciona
Conselho municipal da educação
22/04/97 lei 008/97
Funciona
Conselho de alimentação escolar
08/05/97 lei 009/97
Funciona
Conselho municipal da criança e adolescente
11/11/92 lei  548/92
Não funciona
Conselho municipal de saude
09/01/96 lei 002/96
Funciona
Conselho municipal idoso
14/11/01 lei 036/01
Não funciona
Conselho municipal da cultura
30/01/06 lei 001/06
Não funciona
Conselho interativo de segurança publica
28/12/95
Funciona




Como pudemos obeservar a metade dos conselhos na cidade não funcionam como deveria, os que funcionam não possui sede propria e nem condiçoes adeguadas para funcionar como rege a lei. Tudo isto contribui para dificultar a inclusão da mulher bonjesuense na sociedade participativa.
No entanto, existem poucas, porém fortes mulheres, que buscam participar de movimentos relacionados a direitos sociais. “Quem sabe um dia”  implementaremos estes encontros no municipio de Bom Jesus do Norte, mudando este quadro conservador.
Assista um vídeo com fotos da 2ª Conferência Regional de Políticas para Mulheres realizado em Guaçuí/ ES:

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O QUE SÃO AS POLÍTICAS PÚBLICAS?


As políticas públicas visam responder a demandas, principalmente dos setores marginalizados da sociedade, considerados como vulneráveis, visam ampliar e efetivar direitos de cidadania, também gestados nas lutas sociais e que passam a ser reconhecidos institucionalmente.
Os objetivos das políticas têm uma referência valorativa e exprimem as opções e visões de mundo daqueles que controlam o poder, mesmo que, para sua legitimação, necessitem contemplar certos interesses de segmentos sociais dominados, dependendo assim da sua capacidade de organização e negociação.
É importante considerar alguns tipos de políticas, para que se possa definir o tipo de atuação que se pode ter frente a sua formulação e implementação. Vários critérios podem ser utilizados.
Quanto à natureza ou grau da intervenção:
a) estrutural – buscam interferir em relações estruturais como renda, emprego, propriedade etc.
b) conjuntural ou emergencial – objetivam amainar uma situação temporária, imediata.
Quanto à abrangência dos possíveis benefícios:
a) universais – para todos os cidadãos
b) segmentais – para um segmento da população, caracterizado por um fator determinado (idade, condição física, gênero etc.)
c) fragmentadas – destinadas a grupos sociais dentro de cada segmento.
Quanto aos impactos que podem causar aos beneficiários, ou ao seu papel nas relações sociais:
a) distributivas – visam distribuir benefícios individuais; costumam ser instrumentalizadas pelo clientelismo;
b) redistributivas – visam redistribuir recursos entre os grupos sociais: buscando creta eqüidade, retiram recursos de um grupo para beneficiar outros, o que provoca conflitos;
c) regulatória – visam definir regras e procedimentos que regulem comportamento dos atores para atender interesses gerais da sociedade; não visariam benefícios imediatos para qualquer grupo.
Na sociedade civil também há uma diversidade de interesses e de visões que precisa ser debatida, confrontada, negociada, buscando-se um consenso mínimo. Essa formulação hoje se torna complexa devido à fragmentação das organizações, apesar de algumas iniciativas de articulação em alguns setores. Alguns elementos de conteúdo e de processo na estruturação das políticas públicas já estão claros, tais como: sustentabilidade, democratização, eficácia, transparência, participação, qualidade de vida. Esses elementos precisam ser traduzidos contudo em parâmetros objetivos, para que possam nortear a elaboração, implementação e avaliação das políticas propostas.

Políticas Públicas Municipais
Com a Constituição de 88, os municípios adquirem a autonomia política, através da elaboração de sua própria lei orgânica e demais leis e da escolha direta de seus governantes. Ampliam sua competência em áreas importantes como a política urbana e transportes coletivos.
No entanto, eles assumem vários encargos e responsabilidades das outras esferas, o que os obriga a negociar recursos nos diversos programas federais ou estaduais.
Com uma frágil base econômica, ao lado da ineficiência administrativa, os recursos próprios na maioria dos municípios não vão além dos 5% do total da receita. Dessa forma, a autonomia de realizar políticas próprias sem vinculação aos programas federais e estaduais é mínima.
Os prefeitos, na maioria dos municípios com base político-eleitoral nas elites proprietárias, não assumem os riscos de uma política tributária mais realista. A política econômica neoliberal acentua os impactos sobre o emprego, a renda e as condições de vida nos municípios. Os municípios, até então alheios às questões econômicas, vêem-se pressionados a realizar programas de geração de renda e emprego.
A formulação de Assistência Social conseguiu superar a tradição de benemerência e caridade, suportes do fisiologismo e de clientelismo, embora estas práticas ainda dominem. O grande salto foi conceber a Assistência como direito de cidadania, política pública, prevendo ações de combate à pobreza e promoção do bem estar social, articulada às outras políticas, inclusive a econômica.
Relação dos Métodos Contraceptivos ofertados pelo município:

Descrição
Unidades
Meses (2011)
Preservativos
3420 unid.
Julho e Agosto
Anticoncepcional oral
205
Agosto
Anticoncepcional injetável
10
Agosto
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Bom Jesus do Norte. 2011. Elaboração própria.

Saúde
Na área da saúde, ocorreu maior a descentralização, em uma política deliberada, resultado de um processo social dinâmico, partindo de experiências concretas, que propiciaram as diretrizes básicas para o modelo implantado em todo o país – o SUS.
Apesar de todo o processo de participação, permanecem alguns elementos centralizadores: a aprovação e análise técnica de programas e projetos para repasse de recursos; fixação e centralização de fiscalização de tarifas no Ministério. A burocracia central mantém grande parcela de poder, permanecendo a influência clientelista no repasse de recursos.

Educação
Quanto à Educação, a descentralização não andou muito. Houve algum avanço, a exemplo da gestão da merenda escolar, mesmo que sem repasse automático de recursos, transferência da rede de escolas técnicas e algumas experiências de descentralização em municípios. Mas permanece a centralização institucional, os recursos centralizados no Fundo Nacional de Educação (FNDE) e na Fundação de Apoio ao Estudante (livro didático e transporte escolar) e utilizados ao sabor das conveniências político-eleitorais e da resistência dos burocratas.

Habitação e desenvolvimento urbano
A esfera federal permanece alheia à habitação e questão urbana. Há algumas iniciativas localizadas.
A Constituição Federal cria alguns instrumentos para viabilizar a definição explícita da competência municipal: como o Plano Diretor, concessão do uso de terreno, usocapião urbano

Assistência Social
A Constituição reconhece como direito a Seguridade Social, que inclui a Assistência Social, a Saúde e a Previdência Social, com iguais diretrizes de universalidade, equidade e gestão democrática.
A formulação de Assistência Social conseguiu superar a tradição de benemerência e caridade, suportes do fisiologismo e de clientelismo, embora estas práticas ainda dominem. O grande salto foi conceber a Assistência como direito de cidadania, política pública, prevendo ações de combate à pobreza e promoção do bem estar social, articulada às outras políticas, inclusive a econômica. Na prática, este compromisso entre o Estado e a sociedade para a criação de condições dignas de vida não vem se efetivando e a cultura da elite que tutela o carente ainda se mantém.

Previdência Social
A Previdência é uma política universal: estende-se a todos, indistintamente, desde que seus contribuintes.

Política Agrícola
A lei de política agrícola (8.171 de 17.01.91), do ponto de vista formal, define os princípios fundamentais, objetivos e competências institucionais, prevê recursos, estabelece ações e instrumentos.
A lei enfatiza a questão econômica (produtividade, incremento à produção, regularidade de abastecimento), enquanto a Constituição tem por referência a função social da propriedade. Equiparar estas duas dimensões, em nossa estrutura agrária, significa uma opção pelo produtivismo e pela tecnificação, independente de seus impactos sociais e ambientais.

Reforma Agrária
Apesar dos avanços, fruto da luta do trabalhador rural, persistem obstáculos burocráticos, jurídicos, econômicos e políticos, inclusive constitucionais, à efetivação da reforma agrária. A Lei Agrária regulamentou dispositivos constitucionais. As pequenas e médias propriedades estão excluídas de desapropriação para esse fim, mas o trabalho escravo, ainda um realidade, não é punido com confisco de terra. A função social da propriedade é definida muito mais em termos econômicos - produtividade e eficiência, do que em termos sociais e ambientais, tratados de maneira genérica.


 

Vídeo com trecho do filme "Acorda, Raimundo...Acorda!" e da Animação "Vida Maria"

Este vídeo relata duas possibilidades: a primeira é uma inversão de papéis entre homens e mulheres (relatado no filme acorda, raimundo...acorda!) e a segunda é a reprodução da desigualdade entre gêneros, social e econômica de uma determinada região brasileira - evidenciado na animação Vida Maria. Nenhuma das possibilidades contempla a igualdade de gênero. Qual seria a solução para o hiato de gênero?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Entrevistando um casal e desvelando a questão de gênero.


A questão de gênero perpassa gerações destruindo sonhos, mascarando a realidade, desprezando a liberdade. Projetam papéis para cada ser, nascemos e morremos acreditando que "tudo sempre foi desse jeito", pois "nada acontece por acaso". Só haverão mudanças se houver movimento. Haverão transformações concretas somente quando a mulher e o homem se conscientizarem da importância de lutar juntos por uma causa comum. É a desigualdade social, econômica e política que alimenta a questão de gênero, raça/ etnia e arraiga as contradições e antagonismos historicamente evidenciados no seio do País. Homens e mulheres não devem lutar entre si, pois estarão reafirmando o poder do capital sobre as necessidades humanas. É necessário amar, comer, beber e lutar.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Gênero, Sexo e Sexualidade


O Módulo II ressalta nesta primeira unidade assuntos extremamente presentes em nosso meio: Gênero, Raça, Sexo, Igualdade, Identidade de Gênero, Movimento Feminista, Feminismo Liberal, Feminismo Marxista, Transgênero, Intersexual, Sexualidade, Orientação Sexual e Homossexualidade. A grande maioria desses, estão atrelados ao fato do contexto histórico e local, que apresentam-se como o propagador e difusor de práticas e hábitos que condicionam a distinção entre os gêneros, que resultam em “práticas machistas”; homofóbicas; racistas e sexistas, de ver o convívio, a partir, da orientação sexual de cada indivíduo. A luta e a reivindicação por parte dos grupos vitimados se faz de grande relevância para a agenda social, na interface da sociedade civil. Todavia, o embate deve se dar no espaço familiar, educacional, local, comunitário, municipal, estadual e nacional, com o intuito de difundir uma “nova teoria” da naturalização do social, a partir, de uma nova construção social sobre a noção de gênero, sexualidade e orientação sexual.
Nota-se que o conceito de Gênero refere-se às diferenças existentes entre homens e mulheres (ciências sociais), mesmo que o termo gênero ainda seja usado como sinônimo de Sexo que abrange vários significados como a divisão da raça humana em dois grupos: fêmeas e machos.O sexo biologicamente falando, significa um conjunto de atributos fisiológicos, órgãos e capacidades reprodutivas que permitem classificar e definir categorias distintas de pessoas.E quando se trata de sexo relacionado à sexualidade, este é definido pelos prazeres do corpo e dos sentidos ao desejo. Já a Sexualidade manifesta-se diferentemente em cada indivíduo, de acordo com a realidade e as experiências vivenciadas pelo mesmo. A sexualidade se diferencia do sexo, pois ela pode ser vivenciada de várias maneiras, na medida da busca de prazer não apenas por ato sexual mas, através de descoberta das sensações proporcionadas pelo contato ou toque, atração por outras pessoas (de sexo oposto e/ou mesmo sexo) com intuito de obter prazer pela satisfação dos desejos do corpo, entre outras características, e é diretamente ligada e dependente de fatores genéticos e principalmente culturais. O contexto influi diretamente na sexualidade de cada um, é vista como suposta fonte interna e natural de nossa identidade, ou seja, é atribuida pelas preferências ou experiências sexuais de um indivíduo, na experimentação e descoberta da sua identidade sexual. Nesse sentido, a orientação sexual refere-se ao sexo das pessoas que elegemos como objetos de desejos e afetos, o termo é considerado mais apropriado do que opção sexual ou preferência sexual, na medida em que o mesmo indica que uma pessoa teria escolhido a sua forma de desejo, e já se sabe que a orientação sexual pode ser determinada por fatores biogenéticos, sejam questões hormonais ou genes que possam determinar esta predisposição. A orientação sexual é dividida em três categorias: Homossexualidade que se refere a pessoas que sentem atração física, estética e/ou emocional por pessoas do mesmo sexo; heterossexualidade que é o desejo com o sexo oposto, o dito “correto”, “normal” e “saudável” pela sociedade, desde que é praticado com responsabilidade entre adultos; e Bissexualidade caracteriza-se como o prazer físico pelo sexo oposto quanto pelo mesmo sexo, sendo assim uma opção ambígua do indivíduo. A Identidade de Gênero está condicionada a Orientação Sexual, pois diante dela o indivíduo representará os papéis propostos pela sociedade para sua sexualidade, referindo-se ao gênero em que a pessoa se identifica, sendo um homem, uma mulher ou quando a pessoa se vê fora do convencional, tal escolha pode ser afetada por uma variedade de estruturas sociais, como etnicidade; trabalho; religião ou famílias. Alguns sentem que sua identidade de gênero não corresponde com seu sexo biológico, como acontece com os transexuais em algumas situações, independentemente de terem ou não concordância com o sexo biológico e com a maioria das suas manifestações de gênero social, influenciando em áreas diversas da vida, como a forma de agir, os cuidados com a apresentação, emprego, educação, responsabilidades e relacionamentos. No caso das pessoas intersexuais, alguns indivíduos podem possuir cromossomos que não correspondem com a genitália externa. Isso devido desequilíbrios hormonais ou outros fatores incomuns durante os períodos críticos da gestação. Tais pessoas podem parecer para as outras como sendo de um determinado sexo, mas podem reconhecer a si mesmas como pertencendo a outro sexo.